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EDITORIAL: A estação boba está aí

Esta semana, no hemisfério norte, marca o início do período mais intenso da Silly Season durante as próximas 4 semanas.

Em Portugal,  a chamada estação boba é o período que compreende alguns meses de verão – muito em particular este mês de agosto – e que é caracterizado pelo surgimento de notícias frívolas nos mídia. Também é conhecida no Reino Unido e em outros lugares como ‘a estação dos pepinos’ e daí a imagem que foi escolhida.

Mas nestas semanas de pausa mediática, em que as notícias não abundam, aquilo que ocorre no SNS português é tudo menos uma bobagem.

Vejamos, por exemplo, os titulares do último boletim de notícias do portal do SNS:

  • Foram abertas vagas para contratar 1.234 novos médicos
  • Mais de 10.600 doentes com hepatite C ficaram curados, nos últimos três anos, em Portugal, graças aos medicamentos inovadores para a doença, aprovados pelo INFARMED.
  •  A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte criou um serviço de envio de mensagens SMS, para utentes dos cuidados de saúde primários, a relembrar consultas.
  • O Centro Hospitalar Barreiro Montijo acaba de reforçar o Serviço de Cardiologia com novos equipamentos para a monitorização de pacientes.
  • A Unidade Hospitalar de Bragança, que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, vai ter um novo edifício, onde ficarão localizadas as valências de Bloco Operatório, Central de Esterilização e Laboratório de Patologia Clínica.
  • O Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) dispõe agora de uma solução tecnológica de acessibilidade à comunicação, que permite que um doente tetraplégico possa interagir com um computador, com o simples movimento do olhar.
  • O serviço de Ortopedia do Hospital Pedro Hispano, que integra a Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), realizou pela primeira vez, a nível nacional, no dia 26 de julho, uma intervenção cirúrgica inovadora da coluna lombar, que permite uma abordagem menos invasiva e com vantagens na recuperação do doente, revelando-se mais rápida e menos dolorosa.

Para além de outras notícias “menores”, como sejam a inauguração de novas unidades de saúde, no Porto e em Ovar, e a certificação de uma unidade de saúde existente no Centro Hospitalar São João como centro de referência europeu, perfazendo um total de 15 centros de referência nesse mesmo hospital.

O que é que tudo isto pode demonstrar, para quem nos lê no Brasil ou em qualquer outro país que não seja Portugal?

Talvez um misto de uma sã inveja e até mesmo orgulho por haver um Serviço Nacional de Saúde na Lusofonia que seja tão moderno e inovador quanto este.

Um SNS que não cessa de se transformar, de evoluir e de se modernizar, sempre a pensar na sua missão de melhor servir os seus utentes.

De igual modo este mês, a revista da Sociedade Portuguesa de Gestão de Saúde, irá publicar um amplo conjunto de artigos que evidenciam este estado de profunda transformação e preparação das mais ambiciosas reformas que o SNS português alguma vez vivenciou.

Com destaque para:

– Relatório ACSS + proposta governamental para reforma da saúde
– Cuidados de Saúde primários
– Relatório Anual: Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e
Entidades Convencionadas em 2017
– Relatório Social do Ministério da Saúde e do Serviço Nacional de Saúde
– Retrato da Saúde em Portugal 2018

Iremos dar destaque a todos estes conteúdos numa próxima entrevista ao Dr Miguel Sousa Neves (presidente da direcção da SPGS) que será aqui publicada em setembro.

Até lá, desejo a todos uma excelente continuação de verão e que a época boba, se mantenha como até aqui, muito boba, isso já seria um bom sinal. De más notícias estamos todos um pouco fartos.

 

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Créditos da imagem.

By | 2018-08-02T17:35:30+01:00 Agosto 1st, 2018|Categories: EDITORIAL|Tags: , , , |0 Comments

About the Author:

Licenciado em Psicologia pelo ISPA, mestrado pela Universidade de Sheffield e doutorado pela Universidade de Lancaster. Desde 1996, foi professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada e no ISEG (Escola de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa). Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o doutoramento na Management School da Universidade de Lancaster em Novembro de 2000. Foi consultor do Governo Regional da Madeira (Direção Regional de Saúde) e levou a cabo diversos trabalhos de consultoria e projetos de investigação para o ISEG, INETI, Câmara Municipal de Évora, várias empresas do grupo EDP, Ministério da Saúde Portugal, Eureko BV, Observatório Europeu da Droga, e PWC, em Espanha onde reside. Como facilitador profissional certificado e membro da IAF (International Association of Facilitators), iniciou as Cimeiras Ibéricas de Líderes de Saúde em Espanha e o Fórum do Hospital do Futuro em Portugal. É especializado em GDSS (sistemas de apoio à decisão em grupo) e projeta intervenções para otimizar a mudança e a inovação em saúde e educação. Desde 2020, é cofundador da Digital Collaboration Academy, uma empresa com sede em Londres, dedicada a facilitar o caminho para a adoção de ferramentas para a colaboração digital.

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