Prof. Doutor José Octávio Serra Van-Dúnem
Professor Associado – Fac. Direito – Universidade Agostinho Neto.
Professor Convidado – Fac. Direito – Universidade Nova de Lisboa.
Director – CEJES – Centro de Estudos de Ciências Jurídico-Económicas e Sociais (UAN).
Fundador da LogosHoli Consulting – Angola
Membro da IAF (International Association of Facilitators) 

Tem participado em estudos no âmbito da Gestão da Sáude em Angola. Qual a sua experiência neste âmbito?

Tenho acompanhado a experiência piloto do Observatório Nacional de Recursos Humanos da Saúde e, duma forma geral, posso afirmar que as experiências piloto, implementadas desde 2012, em Benguela e Huambo, evidenciam boas práticas que podem ser transferidas para outras províncias, de forma gradual, apoiando o processo de alargamento da Rede do ONRHS em todo o país. Alguns aspectos têm que ser cuidados como o Instrumento Legal Regulador da Rede do ONRHS, o Modelo de Governação e o Planeamento Estratégico dos Recursos Humanos que garanta a implementação e a operacionalização dos observatórios nacionais e provinciais.

Enquanto consultor, que programas ou oportunidades identifica que possam apoiar o desenvolvimento dos Observatórios, a nível provincial? 

Na generalidade vejo 3 áreas de intervenção que, sendo específicas na sua funcionalidade são complementares e devem estar articuladas, como forma de garantir o sucesso desta iniciativa. O levantamento das necessidades de Recursos Humanos da Saúde, considerando as características e as especificidades de cada província no sector da saúde; a recolha, análise e gestão da informação crítica e credível para o processo de tomada de decisão informada sobre a gestão e coordenação dos Recursos Humanos da Saúde, numa vertente estratégica, táctica e operacional; e a aproximação e o relacionamento em rede dos vários interlocutores e parceiros institucionais, nas províncias.

Enquanto membro da IAF Portugal, como articula a Gestão da Saúde em Angola com a actividade de “Facilitação”? 

Enquanto membro da IAF é minha intenção sensibilizar e mobilizar os profissionais angolanos e as instituições em Angola, para o poder da Facilitação. A arte de Facilitação é aplicada em processos de tomada de decisão, projectos estratégicos, mudança e transformação, inovação, conflitos, entre muitos outro. Através da Facilitação conseguimos orientar para o que é realmente importante, envolvendo todos os participantes no processo generativo de soluções com impacto. Por isso, considero que o exercício da Facilitação pode acelerar os processos de intervenção necessários à implementação e sustentação dos Observatórios Provinciais de Recursos Humanos da Saúde, em Angola.